Romeiros emigrantes de Toronto cancelam romaria de 2021

A associação dos romeiros emigrantes de Toronto vem por este meio informar aos irmãos e à comunidade que, fruto da situação do COVID-19, a Romaria de 2021 não se vai realizar. Lamentamos muito esta decisão, em nome do nosso mestre e contra mestre João Silva e Luís Leite e ajudante dos mestres José da Ponte.

Desejamos aos irmãos e comunidade muita segurança e saúde e bem-haja para todos.

Figura do Romeiro de São Miguel no Museu de Cera de Fátima

O Movimento de Romeiros de São Miguel contatou a Direção do Museu de Cera de Fátima para eventual criação de uma figura do Romeiro de São Miguel no referido museu. Obtivemos a resposta infra:

No seguimento dos contactos encetados há uns meses atrás, gostaria de informar que por decisão da administração não iremos incluir novas figuras até 2022.
 
A situação económica que atravessamos no continente e particularmente no sector do turismo em Fátima, não nos dá margem para grandes aquisições nos próximos tempos. A juntar a isto existe ainda a falta de artesãos na área da cera, que dificulta a nossa ideia em conjunto e outras.
 
De qualquer forma, teremos todo o gosto em ir mantendo o contacto e sempre que os Romeiros de São Miguel vierem a Fátima não deixem de visitar o Museu de Cera de Fátima.

João Carlos Leite foi reconduzido na presidência do grupo coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel

As romarias quaresmais de São Miguel podem sofrer alterações em 2021 para se poderem realizar em condições de segurança sanitária mas, para já e a seis meses de distância, o Movimento de Romeiros de São Miguel prefere esperar para ver.

No entanto e conforme afirma em declarações ao Açoriano Oriental o presidente do grupo coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel, João Carlos Leite, “uma coisa está garantida: nós não vamos fazer o que quer que seja sem um parecer da Autoridade de Saúde”.

O presidente do grupo coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel afirma que ainda é cedo para projetar cenários para a criação de um plano de contingência para a realização das romarias em 2021, sendo preciso ver como vai evoluir a pandemia nos Açores e no mundo até lá.

A questão mais sensível e que implicaria uma reorganização maior das romarias seria a das pernoitas, que teriam de ser feitas provavelmente num lugar único e espaçoso, em vez dos romeiros serem repartidos pelas casas das freguesias onde pernoitam, como é tradição.

No entanto e conforme refere João Carlos Leite, “só mais próximo poderemos fazer uma avaliação do que será possível ou não fazer e em que condições”.

De resto, João Carlos Leite lembra que a questão logística até não é a que mais preocupa neste momento o Movimento de Romeiros de São Miguel, uma vez que toda a estrutura para colocar os cerca de 55 ranchos de romeiros na estrada durante a Quaresma está montada de anos anteriores.

É apenas necessário ativá-la a partir de novembro, altura em que são planeadas as ações de formação para os romeiros e que culminam com o retiro realizado em janeiro, que prepara o arranque das romarias, que no próximo ano se realizarão entre 20 de fevereiro e 1 de abril.

João Carlos Leite foi também reconduzido no passado fim de semana para um segundo mandato de quatro anos à frente da associação criada em 2016 e a quem cabe organizar as romarias.

No entanto, já desde 2013 que João Carlos Leite está à frente do Movimento de Romeiros de São Miguel, que só em 2016 foi constituído como associação privada de fiéis, com personalidade jurídica canónica e, fruto do plano concordatário vigente, com direito civil.

A eleição decorreu em Vila Franca do Campo e contou com a representação de 28 ranchos de romeiros, que elegeram por unanimidade a única lista candidata, liderada por João Carlos Leite.

Para os próximos quatro anos – até 2024 – a prioridade do grupo coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel continua a ser o processo de candidatura das romarias quaresmais a Património Cultural.

Recorde-se que este ano, as tradicionais romarias de São Miguel tiveram de ser canceladas no dia 14 de março, depois da Autoridade de Saúde ter desaconselhado a sua continuação em resposta a uma questão colocada pelo grupo coordenador do Movimento de Romeiros de São Miguel e face ao cenário de pandemia de Covid-19, que então estava a chegar à Europa.

Os ranchos que ainda estavam na estrada tiveram de regressar às suas freguesias de origem nesse dia e nenhum dos 10 ranchos de romeiros que deveriam sair na terceira semana da Quaresma acabou por fazê-lo, acatando a decisão da Autoridade de Saúde.

Foi a primeira vez que tal aconteceu desde a pandemia da Gripe Espanhola, há 100 anos atrás.

Açoriano Oriental